25 de dezembro de 2015

O Natal a 3504 km de casa

Eu amo o Natal, em primeiro porque eu e a minha família somos super unidos e por isso é uma época que podemos celebrar também o amor que nos une, por isso podem imaginar, foram os dias mais difíceis que passei na Suécia, dia 24 e 25 de Dezembro, não porque não estou feliz mas porque queria estar em casa. Mas graças a Deus temos o SKYPE, e já ajudou imenso.

Eu, o Frank, o Leandro e o Pedro ficámos em Uppsala e então decidimos-nos juntar e preparar uma ceia maravilhosa, tivemos peru recheado, rolo de carne recheado, bacalhau com natas (vestígios da minha avó na Suécia), arroz, batatas com legumes, salada, frutas, brownies, bolo de iogurte e gelado! Para beber tivemos glögg, uma espécie de vinho quente sueco, super tradicional, julmust e coca-cola. Uma ceia bem farta!










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Foi muito diferente, longe, num país diferente, sem o calor humano que estou habituada, mas o amor está sempre lá, o amor fica sempre, independentemente do sítio que estamos. O amor resiste ao não estar presencialmente. Senti muito a falta da minha família, mas sei que eles não se esqueceram de mim e estou sempre no coração deles, como eles no meu. Daqui a nada já estamos juntos outra vez, e eles prometeram-me que quando chegasse ia ter uma ceia de Natal, ou melhor, uma recriação da ceia ahah,
Mas foi bom ter esta ceia com amigos e não estar sozinha, cozinhar em conjunto, partilhar ideias, histórias e experiências, orar e provar todas estas coisas boas. Sem dúvida é um Natal que vai ficar sempre na nossa memória.

Mas antes do Natal eu tive que ir experimentar a ceia de Natal sueca, portanto fui ao IKEA provar as maravilhosas iguarias suecas, numa mesa recheada de coisas boas. Foi uma espécie de almoço especial que eles tiveram no mês de Dezembro.





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E não podia faltar umas fotos da comidinha, que estava deliciosa.




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Também gostava de aproveitar este post sobre o Natal para vos mostrar como Uppsala estava linda nesta altura de Natal!






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Espero que o vosso Natal tenha sido muito feliz, juntamente com os que amam.
GOD JUL!!
Beiinhos,
Carol*

P.S: Fiquem atentos, amanhã vou embarcar na minha última viagem pela Escandinávia, quem adivinha para onde vou?

16 de dezembro de 2015

Nobel Peace Prize

Este domingo tive uma das experiências melhores da minha vida, não só para a minha formação profissional como para a minha formação como pessoa, tive a honra, o privilégio de assistir ao VIVO a uma discussão com os vencedores do Prémio Nobel da Paz, Quarteto de Diálogo para a Tunísia, não é para menos o meu deslumbre pois não?






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Foi uma honra, um prazer ouvir o testemunho destas pessoas, coisas que marcaram muito, adorei a discussão sobretudo a humidade destas quatro pessoas, tão diferentes entre si mas que com um objectivo comum para o seu país: a paz, melhores oportunidades, liberdade e igualdade!
Estes quatro "lutadores" representam quatro organizações da sociedade civil: a Confederação da Indústria, Comércio e Artesanato, a Liga dos Direitos Humanos da Tunísia, a Ordem Nacional dos Advogados e o sindicato da União Geral dos Trabalhadores. Uma união que ajudou no desenvolvimento de uma democracia multipartidária após os tempos instáveis da Primavera Árabe.
A vocês, só posso expressar a minha maior admiração por estas pessoas, que explicaram como é que o diálogo pode acabar com qualquer conflito, que com boa-vontade tudo se resolve. Eles querem ser um exemplo, uma ajuda para outros países na mesma situação, uma inspiração, não uma réplica. Obrigada por esta maravilhosa experiência, por o incrível testemunho, tive uma oportunidade que muitas pessoas nem sonham, nunca que eu pensei ver e ouvir um Prémio Nobel, nunca, mais um sonho realizado.
Foi muito giro, em exceção da senhora todos falavam árabe e não sabiam inglês, portanto estávamos em constante tradução.

Em seguida, ainda fui a uma exposição com a Nobel da Literatura, Svetlana Alexievich. Apesar de ter achado que ela estaria lá, não a consegui apanhar, mas a exposição foi muito interessante!




  
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Uma manhã muito bem passada, a realização de um sonho, não podia estar mais feliz.
Beijinhos suecos,
Carol*

13 de dezembro de 2015

Sankta Lucia

Hej queridos seguidores, hoje vou vos contar sobre uma das maiores tradições suecas, celebrado no dia 13 de Dezembro, o dia de Santa Luzia é das festividades mais queridas para os suecos e eu vivi tudo em primeira mão!
Esta celebração é muito comum nos países escandinavos, aliás é uma das poucas festas referentes a Santos que a Igreja Luterana comemora, vinda da Idade Média a tradição manteve-se mesmo após a reforma protestante.
É muito engraçada a explicação, comemora-se a 13 de Dezembro porque era a data (antes da definição exata do calendário como hoje o conhecemos) do Solstício de Inverno, o dia mais pequeno do ano (devido às poucas horas de luz). Como todos sabemos os países nórdicos têm longos e rigorosos invernos e é dito que quem comemora o dia de Santa Luzia terá luz suficiente até o inverno acabar (eu espero bem que tenha sido suficiente!). Também é uma espécie de preparação para a chegada do Natal.


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A tradição é a filha mais velha acordar de manhã, vestir-se de Luzia (vestido branco, com uma fita vermelha à cintura e uma coroa de flores e velas à cabeça), acordar a sua família e cantar a música "Sankta Lucia" enquanto serve café e bolinhos de açafrão. Apesar de não ser um feriado reconhecido é muito importante, como já referi, para todos os suecos e a competição para decidir quem vai ser a Luzia nas festividades oficiais é bastante renhida!


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Apesar do dia de Santa Luzia ser só hoje, ontem houve um concerto na domkyrka de Uppsala, e eu claro, não podia faltar, foi a minha maneira de comemorar esta tradição. Quando tive conhecimento do evento havia um aviso para comprar logo os bilhetes porque era algo muito querido para os suecos por isso esgotava logo, e tive muita sorte porque realmente estava esgotadíssimo, imaginem a maior catedral da Escandinávia lotada! Foi lindíssimo, juro! Eu amei... 
As luzes todas apagadas e só as velas da cabeça da Luzia acesas juntamente com as das meninas que pertenciam ao coro, que levavam uma velinha na mão, como podem ver na imagem 1. 
Os rapazes também participam, com uma vestimenta igual mas em vez da coroa de flores têm um chapéu que parece de mago.
Mas vou vos deixar com as fotos (que não tem muita qualidade mas dá para ver) e alguns vídeos que gravei.







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A Catedral também estava lindíssima e não pude deixar passar o momento.


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Vídeo 3

Neste último vídeo temos a canção da Luzia e o fim do concerto, foi lindíssimo, eu gostei mesmo muito de poder participar numa noite tão especial.
Há um ótimo vídeo no Youtube da mesma canção, que dá para ver e ouvir um bocadinho melhor, Lucia Concert Uppsala Cathedral - Santa Lucia, basta carregar que vai lá ter :).



Vídeo 4

E para todos que percebem inglês um vídeo muito engraçado, para os "dummies" perceberem melhor sobre este dia.
Espero que tenham gostado. Um feliz dia de Santa Luzia!
Beijinho,
Carol*

10 de dezembro de 2015

Direitos Humanos: uma luta de todos!

Hoje é dia Internacional dos Direitos Humanos, vocês sabem, há dias para tudo, dia da terra, dia do livro, dia da água, e ainda bem que há um dia em 365 que seja para celebrar os Direitos Humanos. Mas este dia não foi escolhido aleatoriamente, foi no dia 10 de Dezembro que a Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas proclamou, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada por 58 estados. Esta tinha como objetivo promover a longo prazo a paz e a integridade humana após os massacres da II Guerra Mundial. É também neste dia que se entrega o Prémio Nobel da Paz, em Oslo, este ano atribuído ao Quarteto de Diálogo para a Tunísia.

Acho que o dia de hoje é muito especial para deixar em branco, isto porque nós não fazemos ideia das milhares de pessoas que sofrem todos os dias com atentados muito graves à sua integridade, os direitos humanos são muito mais abrangentes do que nós podemos imaginar, todas as pessoas são iguais, são livres, têm o direito à dignidade, ao amor, à liberdade de pensamento, à educação, à democracia, são trinta direitos que abrangem todas as áreas que nos fazem livres e iguais perante a lei e perante outros.*

Vocês não acham impensável que no século XXI ainda há pessoas que vivam em regimes nos quais não se possam expressar, ainda existem estados autoritários no mundo e não são assim tão poucos; ou por exemplo, pessoas (incluíndo crianças) que não têm direitos e regulamentação básica de trabalho, que trabalham mais de doze horas por dia e não recebem quase nada em condições sub-humanas? Mas existe. Hoje fiquei ainda mais chocada, estava a estudar uma situação específica no Quénia, e no seguimento do presidente Ruto ter publicamente afirmado que, passo a citar, não há espaço para homossexuais no Quénia, ao continuar a pesquisa descobri que em 36 dos 54 países africanos a homossexualidade é ilegal, sendo punível por lei, em quatro deles esta mesma punição pode chegar à pena de morte. Digam-me agora, que mundo é este? Onde as escolhas pessoais, amorosas levam à morte.

Sempre fui muito sensível a este assunto, sempre achei que quando uns sofrem a luta deve ser de todos na tentativa de travar estes desrespeitos de um direito que devia ser comum a todas as pessoas, independente do género, da idade, da raça, da crença, de tudo. Somos todos iguais, nascemos todos da mesma maneira, temos todos uma cabeça, dois braços e duas pernas (se não houver nenhum problema) e ainda assim há olhos que não conseguem ver as semelhanças, só sabem ver as diferenças, diferenças essas que não são nenhum obstáculo, muitas vezes são  caminho.

Eu só gostava que, para o próximo ano, neste mesmo dia muitas das pessoas que hoje sofrem com todas estas violações pudessem respirar de alívio e sentir a liberdade, ver a igualdade, tocar na fraternidade, gostava que milhares de crianças que nunca souberam  que é viver num ambiente em paz, e só por isso têm muitos dos seus direitos violados, pudessem conhecer esta realidade. Espero que no próximo ano o mundo seja um lugar melhor, e muitas mais pessoas possam saber o que é viver uma vida plena.

Este texto não é nada de especial, é só uma tentativa de mobilização, de chamada de atenção, porque todos sabemos que a vida não é justa, que o mundo não é justo, mas não é por isso que temos que colaborar com a injustiça, não é por isso que temos que fechar os olhos, uma pequena ajuda, por mais pequena que nós achemos que seja, ela já representa mudança, já representa desenvolvimento, já fez a diferença na vida de alguém, mas quando ficamos calados e de braços cruzados estamos a aceitar tudo isto, ao ignorar estamos a dar poder aos opressores, e não é isto que nós devíamos fazer. Somos uns privilegiados, eu sou uma privilegiada, nunca estive num cenário de guerra, nunca estive privada de nada, nunca passei fome ou necessidades, mas sei que há quem passe, sei que há quem sofra, mas também sei que posso ajudar a mudar, se alguém ler este texto e ajudar, já estou a combater a injustiça. Nós fazemos o que podemos, mas vamos tentar poder sempre mais e mais.

A todas as vítimas, a todos as meninas e meninos, a todos aqueles que gostavam de poder escrever um texto livremente e não podem, a todos que passam fome, a todos que vivem a opressão, a todos que não são considerados iguais, a todos os que não podem ser quem são verdadeiramente, a todos que queriam estudar e não podem, a todos os que sofrem, é o que vos posso dar por agora, um dia espero poder dar a liberdade e a igualdade e tudo o resto que como HUMANOS merecem!


10 de Dezembro de 2015
Carolina Alves Simioni

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*Se estiverem interessados em saber quais os direitos que a Declaração contempla, podem ir ao website Youth for Human Rights, têm os direitos resumidos em linguagem mais acessível e uns vídeos muito giros para os trinta direitos, está em inglês mas se forem a este website podem ver os mesmos vídeos legendados, vale a pena!

3 de dezembro de 2015

Санкт-Петербург, Россия (São Petersburgo, Rússia) II

Esta viagem à Rússia apesar de curta foi muito intensa, tive a oportunidade de conhecer coisas lindíssimas, que valem muito a pena serem visitadas. Preparados para verem um dos museus mais bonitos do mundo? O Palácio de Inverno juntamente com o Hermitage Museum é dos edifícios mais deslumbrantes que tive a oportunidade de visitar, e acreditem já visitei uma quantidade consideráveis de museus e nada como encontrei na Rússia. O Palácio de Inverno junta-se ao Hermitage Museum, isto porque a czarina Catarina II, a grande era uma amante de arte e tentou recolher uma quantidade considerável de obras, portanto para todos caberem ela mandou fazer uma extensão do Palácio e criar o museu. Há um pequeno e um grande Hermitage, mas quando estamos a visitá-lo não dá para perceber muito bem a ligação, apenas "sentimos" a passagem do Palácio para o Museu.






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Antes de vos mostrar o interior lindíssimo do museu e do palácio queria fazer apenas uma pequena referência. Este Museu fica localizado na Praça do Palácio, esta é a maior praça da cidade, como podem ver na última imagem a estátua está cheia de flores, fotos, peluches, quando eu vi não me apercebi do que seria mas mais tarde cheguei à conclusão que era uma homenagem às 234 vítimas do desastre de aviação que fazia a ligação entre o aeroporto de Sharm al-Sheikh no Egipto e São Petersburgo. Rezemos por todas estas vítimas. 








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Podemos ver o quão rico era o Palácio, com muito ouro e luxo. A sala do trono é simplesmente esplendorosa (imagem 10/11). Também as primeiras imagens mostram-nos a sala da entrada e podemos ver  quão bonita ela é, cheia de espelhos foi feita para dar uma sensação de que o espaço é muito maior do que realmente é, também o céu com frescos dá a sensação que estamos a olhar para o céu. Este Palácio foi construído por Bartolomeo Rastrelli em apenas sete anos! 








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Na primeira imagem podemos ver uma verdadeira obra de arte, é um relógio, apesar de não parecer há um mecanismo mega complexo que faz dar as horas um grande presente oferecido à czarina Catarina II.
Também gostava de vos chamar a atenção à imagem 15, é uma das alas do museu, e é uma cópia exata de um dos claustros do Vaticano, Catarina II mandou construí-lo igualzinho ao que está em Roma, a única diferença é que como o tempo não permite a Rússia as varandas foram substituídas por espelhos.  A Imagem 16 é uma verdadeira preciosidade, este vaso é feito utilizando uma técnica russa muito complexa.
Como já referi, este museu é riquíssimo, lá podemos encontrar obras dos grandes artistas como Leonardo Da Vinci, Raffael, Rodin, entre outros.
Acreditem, vale a pena passar a manhã a explorar este lindo museu!

Uma das coisas que queria chamar a atenção dos futuros visitantes é para a linha do metro, nomeadamente a linha vermelha, as estações são lindíssimas, e mesmo que não tenham que andar, andem!





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Detalhe: o metro em São Petersburgo é muito profundo por causa de todos os canais que existem na "Veneza do Norte", ou seja, para o metro ser seguro é construído a uma distância de cerca de 80 metros abaixo da superfície, ou seja, desci cerca de uns 5 minutos numa escada rolante, era do estilo nem olhar para cima nem para baixo, é incrível a distância! É incrível o que o Homem faz! O metro também é um dos locais mais seguros, uma vez que é 100% monitorizado, mas isso não significa que não estejamos atentos!

Uma das minhas última paragens na Rússia foi inesquecível. o Palácio de Catarina, eu nunca vi nada tão bonito na minha vida inteira, acreditem é de ficar de boca aberta o tempo todo! Nunca vi tanto ouro, tanta riqueza, tantas coisas maravilhosas! Este Palácio fica localizado a cerca de 25km de São Petersburgo, na cidade de Tsarskoye Selo (conhecida como Pushkin, nome dado durante a União Soviética, este nome foi mudado porque se repararem o nome original é ligado ao czarismo, e os revolucionários não queriam de todo alguma ligação aos czares). 






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Este Palácio é muito importante para os russos, não só pelo seu património histórico mas como pela sua beleza, digamos que é uma espécie de "Versalhes" da Rússia (inclusive o salão principal, imagem 26 e 27, foi inspirado nos moldes de Versalhes). Este palácio é muitas vezes, erradamente, conhecido como o palácio de Catarina II, a Grande, mas não, este Palácio tem o nome de Catarina I, esposa de Pedro, o Grande.












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Acho que as imagens falam pr si relativamente ao esplendor do Palácio, são salas muito ricas feitas e desenhadas para impressionar, para mostrar aos convidados o quão rica era a família real.
Uma da salas especiais, que infelizmente era proibida tirar fotografias, é a sala de âmbar, um presente do rei da Prússia para o czar russo. Esta sala não é verdadeira, uma vez que na II Guerra Mundial os nazis depois de todo o estrago humano que fizeram eles acharam por bem destruir património da humanidade, roubar, pilhar e DESTRUIR! Ou seja, muitas das obras de arte foram evacuadas mas muitas foram perdidas, e mais tarde encontradas. A Sala de Âmbar é toda reconstruída, apenas um dos quadradinhos é original, que conseguiram recuperar. Mas não só esta sala, como o resto do palácio está em obras para voltar à sua forma original.
Um facto interessante, não é só antigamente que esta sala é esplendorosa, também nos dias de hoje o é. E muitos dos eventos oficiais ainda são realizados na mesma. Se repararem na imagem 33 podem ver um piano, foi oferta do Sir Elton John ao palácio após uma grande festa que lá houve. Chique, não? Pode ser que quando for diplomata tenha a sorte de lá ter uma festa!



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Não posso deixar de fazer referência a uma das mulheres mais importantes da Rússia, a czarina Catarina II. Para começar ela subiu ao trono depois de conspirar contra o seu próprio marido, o então czar Pedro III. Ela conseguiu ter sucesso porque era inteligentíssima, a imagem 42 mostra-nos o fato que ela utilizava quando fazia a visita semanal ao exército, ela fazia questão de saber o nome de todos os soldados e tratá-los muito bem, evitando assim algum tipo de revolta. A czarina foi muito importante porque fez muitas melhorias e muitas inovações no sistema russo, fazendo do país uma potência mundial. Ela também criou a primeira universidade feminina na Rússia, a imagem 42 é um tapete oferecido pelas alunas à czarina para demonstrar gratidão. Ela lutou pelos direitos das mulheres e até pela emancipação feminina na Rússia, bastante revolucionário para a época. 







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Os jardins do palácio são incríveis, infelizmente em Novembro o tempo já não permite avistar bem ao longe mas no verão deve ser agradabilíssimo passear nestes belos parques, estas casinhas que podemos ver são "comemorações" que Catarina II mandava construir sempre que ganhava uma batalha, uma em casa estilo diferente, para diferentes ocasiões. Infelizmente não estão abertas ao públicos, mas ver o exterior já é magnífico!!

A última paragem foi junto da estátua de Vladimir Lenine, depois da queda da União Soviética em 1991 todos os vestígios da mesma foram destruídos, incluindo estátuas, alguns monumentos, esta é uma das únicas que existe em toda a Rússia! Por trás podemos ver um dos edifícios construídos por Lenine para sediar o novo edifício governamental. É tudo o que podemos chamar uma construção comunista, até podemos ver a foice no cimo.



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Para concluir vou dar-vos algumas dicas sobre viajar para a Rússia, eles não falam inglês, quase nada mesmo, e aqueles que falam é super mal-humorados; tenho a certeza que nem todos os russos são assim mas não são muito caloroso ou simpáticos, por isso o maior conselho que dou, especialmente àqueles que não estão muito habituados a viajar, vão com um guia, com uma excursão, é muito mais fácil. São Petersburgo é uma cidade enorme, eu tenho a certeza que não vi tudo o que havia para ver, mas tive sorte porque tive sempre uma guia que me explicou imensas coisas sobre a história e sobre os monumentos, que agora estou a contar-vos.
A cidade, por ser tão grande talvez, não é muito segura, há sempre aqueles que querem tirar proveito dos turistas, por isso, tudo o que é telemóveis, máquinas fotográficas, carteiras, tudo bem guardado!!

A minha viagem foi incrível, posso dizer que São Petersburgo é talvez a cidade mais linda que já estive, tem tanta riqueza e edifícios lindos, tanta beleza junta!! Vale mesmo a pena ser visitada, adorei estes dias e espero mesmo poder regressar, um dia quem sabe! :)
Beijinhos gigantes!


Carol*